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Vendas de imóveis mantém ritmo de crescimento, apesar da Covid-19

publicado em 22/06/2020

Com um histórico positivo de quatro anos seguidos de crescimento nas vendas de imóveis, o mercado imobiliário de Goiânia e de Aparecida de Goiânia, em Goiás, mantém o ritmo aquecido em 2020. Apesar do início da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) na segunda quinzena de março, o segmento encerrou o 1º trimestre de 2020 com vendas acima do mesmo período de 2019. Foram vendidas 1.742 unidades nos três primeiros meses deste ano, contra 1.563 unidades do ano passado, uma alta de 11,5%.

O mercado, também fortemente impactado pelas taxas de juros mais baixas da história, se reinventou diante do isolamento social causado pela pandemia e encontrou na tecnologia uma aliada para manutenção das vendas e dos clientes.

A constatação é da pesquisa trimestral realizada pela Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO), divulgada no dia 18 de junho, que indica que:

  • Em 2016 foram comercializadas 1.669 unidades;
  • Em 2017, foram vendidas 3.459 unidades;
  • Em 2018, 6.496 unidades, e
  • Em 2019, 6.855 unidades.

Em termos financeiros, o aumento nas vendas em 2020 foi ainda maior: R$ 742 milhões no 1º trimestre frente a R$ 437 milhões no mesmo período de 2019, expansão de 70%.

No entanto, o mês de abril contabiliza um período ruim de vendas de imóveis: venda de 277 unidades enquanto em abril de 2019 foram vendidas 540 unidades.

De acordo com a Ademi-GO, esse resultado é atribuído ao início da pandemia do coronavírus no país, impactado pela insegurança dos consumidores em tomarem decisão de compra e pelo decreto do governo do Estado, que determinou a suspensão das atividades de imobiliárias e estandes de vendas.

A Ademi-GO confia que a queda nas vendas, como ocorreu no mês de abril, será passageira, pois as condições “macro” são muito favoráveis para o mercado imobiliário, por diversas razões.

“O primeiro motivo é a facilidade de compra de um imóvel atualmente. Os juros imobiliários estão no menor patamar da história do país, com a taxa Selic a 2,25% ao ano, o que reduziu significativamente o valor das parcelas do financiamento. O momento nunca foi tão bom para se comprar imóveis”, observa Roberto.

“É natural que as pessoas fiquem com receio de tomar uma decisão de compra de valor tão expressivo diante deste momento de insegurança. Porém, toda crise tem começo, meio e fim. E acreditamos que as vendas devem retomar com muito mais força quando esse cenário passar”, justifica o presidente da entidade, Roberto Elias.

“Num primeiro momento, os consumidores ficaram com receio e adiaram a decisão de compra. Porém, apesar de ainda não termos os dados consolidados do mês de maio, conversando com as empresas do setor já notamos que as vendas foram melhores do que em abril”, complementa.

 

Juros e tecnologia

A economia brasileira, na tentativa de aliviar os impactos negativos causados pela pandemia, reduziu as taxas de juros para os mais baixos índices da história, além de oferecer financiamentos facilitados e menos burocracia. Do outro lado, com imóveis e preços reduzidos, o mercado imobiliário se viu pressionado a encontrar saídas para aproveitar este cenário econômico favorável e manter lançamentos e vendas.

A tecnologia foi a solução na medida que aproximou o cliente dos produtos com comodidade, segurança e inovação. É possível visitar decorados virtuais, assinatura digital, tour 360º e até meetings virtuais. Tudo o que permite ao consumidor conhecer todos os espaços do imóvel sem precisar comparecer presencialmente ao local, bem como treinar e apresentar os novos produtos aos corretores.

“O setor se reinventou com lançamentos e meetings virtuais, clientes experimentando um novo jeito de comprar e de viver a experiência no imóvel desejado”, explica o presidente da Ademi-GO. “Neste momento, a tecnologia é e será a nossa ferramenta essencial para que o nosso trabalho tenha o menor impacto possível neste período de isolamento social e de maior segurança para todos.”

Além disso, destaca Roberto, o brasileiro sempre teve a cultura de investir em imóveis para aluguel por ser um investimento seguro. Agora, com os juros em queda, como o recente corte de 0,75 ponto percentual na Selic, que chega a 2,25% ao ano, e diante do cenário que boa parte dos investimentos conservadores deve ter um retorno real — ou seja, descontando a inflação — zero ou negativo, o investimento em imóveis, além de seguro, passou a ser muito rentável.

“Outro fator interessante foi que, com a necessidade da sociedade ficar mais tempo em casa em função da pandemia, muitas pessoas perceberam a necessidade de proporcionar maior conforto para si mesmos e para toda a família, o que fez com que muitos decidissem pela compra do seu próprio apartamento, ou mesmo a compra de um apartamento maior”, aponta o presidente da Ademi-GO.

Para aproveitar o momento, construtoras e incorporadoras de Goiânia estão organizando três lançamentos imobiliários adequados para a nova realidade ainda para este semestre e planejam outros quatro para o segundo semestre de 2020.

Fonte: CBIC

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