publicado em 13/02/2025
Na última segunda-feira (10), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou ordens executivas que impõe tarifa de 25% sobre o aço e alumínio. A medida do presidente norte-americano, gerou reações em diversos setores que utilizam esses materiais, incluindo o setor da construção civil. Em entrevista realizada pela BandNews TV, Dionysio Klavdianos, vice-presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), esclareceu pontos importantes sobre o tema.
Segundo Dionysio, o Brasil está tratando o atual cenário com cautela e, por isso, a indústria da construção deve seguir de acordo com a avaliação do govero brasileiro. Por outro lado, ele ressaltou que o setor siderúrgico nacional respeitou as medidas propostas por Trump em seu primeiro mandato, entre 2017 a 2021.
O vice-presidente da CBIC, ressaltou que a indústria siderúgica brasileira exporta e importa uma quantidade considera pequena do vergalhão (barra de aço), principal material utilizado na construção civil. Diante disso, ele destaca que dados da balança comercial brasileira sugere a possibilidade de um impacto menos expressivo do que o previsto pelo mercado. "A indústria nacional siderúrgica é uma das melhores do mundo. E imagino que seja o caminho, ela vai saber sobrepujar essa eventual lacuna de outra forma, que não, onerando ainda mais o setor produtivo brasileiro", afirmou.
Impactos indiretos no setor habitacional
Dionysio Klavdianos também chamou atenção para os efeitos indiretos da medida, especialmente sobre o público de média e baixa renda, que depende de crédito para adquirir imóveis. Como o aço é o principal insumo da construção civil, uma eventual alta nos preços desse material pode impactar programas habitacionais, como o Minha Casa, Minha Vida.
Como funcionam as tarifas de Trump?
As tarifas anunciadas nada mais são do que taxas. Ou seja, caso outros países queiram vender aço e alumínio para os Estados Unidos, terão que pagar um valor 25% maior pela venda.
A justificativa do presidente norte-americano para a medida é tentar estimular a produção desses produtos no próprio país. Com isso, Trump busca fortalecer a indústria nacional, reduzir a dependência de importações e proteger empregos no setor siderúrgico e de alumínio dos Estados Unidos. No entanto, a medida tem gerado preocupação em diversos países exportadores, como o Brasil, que podem ser impactados pela redução da competitividade de seus produtos no mercado americano.