POSICIONAMENTO: Reforma da Previdência, uma questão de justiça social

atualizado em 17/06/2019

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Hoje alguns serviços estão paralisados por conta da greve geral convocada por centrais sindicais, que protestam contra a Reforma da Previdência. Como este assunto é muito sério para todos nós brasileiros, o Sinduscon-PR reforça que APOIA a reforma, por este ser um dos passos necessários para evitar o colapso econômico e social do País.

O Brasil gasta hoje, proporcionalmente, o mesmo valor para o pagamento de aposentadorias que os países ricos. O problema é que aqui temos apenas a metade da população de idosos! Como sabemos, a maioria dos brasileiros com mais de 65 anos não está nadando em dinheiro, ou seja, há um grupo pequeno de privilegiados usufruindo bem mais do que aquilo que um país como o nosso pode pagar.

Atualmente, todos os aposentados do setor privado, 33 milhões de pessoas, recebem 43% dos desembolsos da Previdência, enquanto que os outros 57% vão para apenas 10 milhões de pessoas. É justo?

Quando os sindicatos e corporações dizem "não mexa nos nossos direitos", eles estão falando dos direitos de quem? De uma minoria ou da maioria? O déficit da Previdência condena milhões de brasileiros a receberem serviços ruins. Em 2017, o governo cortou R$ 17 bilhões de investimentos em infraestrutura, R$ 6 bilhões da saúde e R$ 5 bilhões da educação. É justo frustrar os sonhos de quem quer estudar, retirar as estradas de quem produz e acrescentar muitos meses na fila de um exame médico para manter um nível de renda privilegiada para uma parcela tão pequena da sociedade? Não, não é.

Imagina contribuir toda a vida com a Previdência e, na sua vez de se aposentar, ouvir que o recurso acabou. É o que está acontecendo no Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul.

Além disso, reformar a previdência também significa criar as condições para a aplicação de recursos na infraestrutura, no saneamento, na mobilidade urbana e em outros setores hoje prejudicados pela incapacidade do poder público de realizar projetos estruturantes para o país.

Portanto, na nossa visão, agora não é o momento de parar! É hora de arregaçarmos as mangas e trabalharmos juntos pela construção de um País economicamente forte e socialmente mais justo.


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