Meio Ambiente

publicado em 09/12/2015

Logística reversa na construção civil é um desafio

Conforme pesquisa feita pelo Sinduscon de São Paulo, os resíduos gerados pela construção civil são responsáveis por mais de 50% dos volumes totais de rejeitos produzidos nos municípios.  Destes, apenas 25% são provenientes de grandes obras e a maioria (75%) são caliças de pequenas reformas. O grande desafio é garantir que todo esse resíduo tenha destinação correta.

Boa parte das construtoras já utilizam a prática da logística reversa, separando todos os materiais ainda servíveis, diminuindo seus volumes e muitas vezes reaproveitando materiais que possam ser reaproveitados.

Na década de 70, com a demanda baixa por obras, os construtores foram obrigados a diminuir custos e dentre os problemas que se apresentavam estavam o desperdício de materiais em várias fases da obra. Houve então uma corrida pelo reaproveitamento de todo e qualquer material que tivesse serventia ou que pudesse em volume considerado ser vendido para recicladores.  No caso das reformas e obras informais, a conscientização não ocorreu da mesma forma. Os trabalhadores dessas pequenas obras sempre encararam o resíduo como lixo e como os volumes sempre foram de certa forma, pequenos, a prática usual foi colocar em caçambas sem o mínimo cuidado, misturando todos os materiais inclusive os perigosos.

Contratar uma empresa de caçamba para a gestão dos rejeitos não é o correto. O contratante da obra deve escolher a usina onde serão destinados corretamente os materiais e o transportador somente irá fazer o transporte.

É preciso saber se os resíduos tiveram a destinação correta.  ?A maioria desses rejeitos tem destinação irregular, em terrenos baldios ou no lixo comum?, comenta. O preço, de acordo com ela, muitas vezes é um fator decisivo pois, as empresas contratadas para o transporte e que levam os resíduos para as usinas de reciclagem licenciadas costumam ser mais caras, em média custam quatro vezes mais do que aquelas que dão como destino valas ou estradas vicinais. A maioria dos munícipes procura pelo critério de preço e não checa a logística do serviço.

[OLHO] Caso a empresa não destine a caliça para local adequado, o contratante pode ser autuado.

Os Sindicatos da Indústria da Construção Civil do Paraná (Sinduscon-PR, Sinduscon-Oeste, Sinduscon-Norte e Sinduscon-Noroeste) estão trabalhando juntos para conscientizar sobre a importância da logística reversa. Cada regional irá trabalhar com orientações para que cada município tenha seu plano municipal de gestão de resíduos. Os municípios que não possuem a regulamentação de aterro sanitário, ou seja, para onde levar esses resíduos, precisam se organizar.

O Comitê Gestor de Logística Reversa do Setor da Construção Civil ligado à Federação das Indústrias do Paraná está fomentando o assunto e convidando todos os elos da cadeia produtiva para apoiar a execução das ações do plano de logística reversa.  Entre as funções do Comitê está a parceria com às prefeituras. ?Se o poder público não participar, não será possível implementar o plano de logística reversa?, alerta o engenheiro civil e assessor técnico do Sinduscon Paraná, Ivanor Fantin.

De acordo com Rodrigo Zacaria, Coordenador do Comitê, o próximo passo é envolver as associações de fabricantes. ?Eles também precisam desenvolver mecanismos para a logística reversa de seus produtos?, explica.

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