
Não é de hoje que o Sinduscon-PR alerta sobre cuidados com acidentes de trabalho na construção civil. Recentemente, viralizou na internet um vídeo de uma parede caindo em cima de um pedreiro, enquanto o mesmo empurrava outra. A situação ocorreu numa obra informal na região metropolitana de Curitiba.
O pedreiro, além do susto, sofreu fraturas e ferimentos graves, entre eles a perfuração do pulmão. O agravante é que em decorrência do acidente, o profissional precisará ser reposicionado de função, afinal, não poderá mais levantar peso, o que atrapalhará o trabalho que realizava na construção civil.
De acordo com o vice-presidente de área técnica do Sinduscon-PR, Euclesio Finatti, que também é coordenador do Comitê de Incentivo à Formalidade, o que chamou a atenção foi o fato de que o profissional não dispunha de equipamentos individuais de segurança obrigatórios, previstos em legislação, não estava acompanhado de um engenheiro responsável da obra e ainda, não utilizou técnicas adequadas para derrubar a parede.
Euclesio ressalta que a informalidade aumenta consideravelmente o número de acidentes e afastamentos de trabalho no setor, devido a falta de orientação, acompanhamento e qualificação adequados. Entre as empresas associadas ao Seconci-PR e Sinduscon-PR, o número de acidentes é 54% menor do que nas empresas não associadas.
Incentivo à Formalidade
O Comitê de Incentivo à Formalidade existe há 14 anos, uma iniciativa do Sinduscon-PR em parceria com a CBIC – Câmara Brasileira da Indústria da Construção e outras 14 entidades, que visa combater a informalidade no setor.
Além do planejamento periódico de ações, o Comitê de Incentivo à Formalidade atua com visitas técnicas por meio de um representante do CREA-PR, um do Sinduscon-PR e um dos trabalhadores, que vão até as obras para orientar quanto a saúde, segurança do trabalho e a exigência de um responsável técnico na obra, promovendo a conscientização e a necessidade de mudanças.
É importante ressaltar que a informalidade não está apenas na ausência de segurança do trabalho, passa também por não assinar a carteira do trabalhador e todas as vertentes existentes na atividade empresarial como compra de materiais sem nota fiscal, sonegação tributária, obras sem alvará e etc.
“O Comitê vem trabalhando fortemente para reduzir esse índice. De 2001 até 2013 houve uma queda representativa, no Paraná o índice de 55% passou a 39% e em Curitiba os números são ainda melhores, de 45% para 25%. Ou seja, o nosso trabalho formiguinha colaborou para que essa formalização acontecesse. Mas esperamos que nos próximos anos os números sejam ainda mais animadores”, finaliza, Euclesio Finatti.







