Pedreiro é surpreendido com queda de parede e quase perde a vida

04 de novembro de 2015 - Notícias do Setor

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Não é de hoje que o Sinduscon-PR alerta sobre cuidados com acidentes de trabalho na construção civil. Recentemente, viralizou na internet um vídeo de uma parede caindo em cima de um pedreiro, enquanto o mesmo empurrava outra. A situação ocorreu numa obra informal na região metropolitana de Curitiba.

O pedreiro, além do susto, sofreu fraturas e ferimentos graves, entre eles a perfuração do pulmão. O agravante é que em decorrência do acidente, o profissional precisará ser reposicionado de função, afinal, não poderá mais levantar peso, o que atrapalhará o trabalho que realizava na construção civil.

De acordo com o vice-presidente de área técnica do Sinduscon-PR, Euclesio Finatti, que também é coordenador do Comitê de Incentivo à Formalidade, o que chamou a atenção foi o fato de que o profissional não dispunha de equipamentos individuais de segurança obrigatórios, previstos em legislação, não estava acompanhado de um engenheiro responsável da obra e ainda, não utilizou técnicas adequadas para derrubar a parede.

Euclesio ressalta que a informalidade aumenta consideravelmente o número de acidentes e afastamentos de trabalho no setor, devido a falta de orientação, acompanhamento e qualificação adequados. Entre as empresas associadas ao Seconci-PR e Sinduscon-PR, o número de acidentes é 54% menor do que nas empresas não associadas.

Incentivo à Formalidade

O Comitê de Incentivo à Formalidade existe há 14 anos, uma iniciativa do Sinduscon-PR em parceria com a CBIC – Câmara Brasileira da Indústria da Construção e outras 14 entidades, que visa combater a informalidade no setor.

Além do planejamento periódico de ações, o Comitê de Incentivo à Formalidade atua com visitas técnicas por meio de um representante do CREA-PR, um do Sinduscon-PR e um dos trabalhadores, que vão até as obras para orientar quanto a saúde, segurança do trabalho e a exigência de um responsável técnico na obra, promovendo a conscientização e a necessidade de mudanças.

É importante ressaltar que a informalidade não está apenas na ausência de segurança do trabalho, passa também por não assinar a carteira do trabalhador e todas as vertentes existentes na atividade empresarial como compra de materiais sem nota fiscal, sonegação tributária, obras sem alvará e etc.

“O Comitê vem trabalhando fortemente para reduzir esse índice. De 2001 até 2013 houve uma queda representativa, no Paraná o índice de 55% passou a 39% e em Curitiba os números são ainda melhores, de 45% para 25%. Ou seja, o nosso trabalho formiguinha colaborou para que essa formalização acontecesse. Mas esperamos que nos próximos anos os números sejam ainda mais animadores”, finaliza, Euclesio Finatti.


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