A indústria da construção decidiu trazer a público seuposicionamento perante o cenário nacional e fez publicarnessa sexta-feira, 14/08, manifesto em que avalia agravidade do momento por que passa o país e apresentasua contribuição ao debate em torno de uma soluçãoque restabeleça as condições para o crescimento daeconomia e retomada dos investimentos. Divulgado nosjornais de todo o País, o Manifesto do Setor da Construçãoé uma ação conjunta das entidades associadasà Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)e associações nacionais do setor. A decisão foi tomadadurante reunião do Conselho de Administração da CBIC,em Brasília. Presidente da entidade, José Carlos Martinsavalia que o cenário nacional exige posicionamento daindústria, que tem como tradição participar de forma propositivada agenda nacional. ?O Brasil vive um momentopreocupante e é nosso dever colaborar na busca de soluções?,diz. Ele reiterou sua preocupação com o cenárioeconômico e o modelo de ajuste fiscal adotado pelo governofederal, baseado na redução dos investimentos eno aumento da carga tributária, com forte impacto sobreo setor da construção.
A indústria da construção apoia o ajuste fiscal, mas criticao uso de medidas com impacto tributário e a freadabrusca nos investimentos alavancados pelo governofederal. O setor também defende que sejam criadas ascondições para que mais empresas participem do novoprograma de concessões, cuja modelagem ainda impõedificuldades à uma maior concorrência. O setor acompanhacom preocupação a forte deterioração do cenárioeconômico ? com o aumento da inflação e do desemprego? e as dificuldades enfrentadas pelo governo no CongressoNacional, assim como o aumento da insatisfaçãode segmentos da sociedade.?Todo mundo precisa tomarconsciência da situação que o Brasil se encontra, emque os fundamentos econômicos estão se degradandorapidamente e, consequentemente, os aspectos sociaisestão seguindo o mesmo caminho?, avalia o presidentedo Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locaçãoe Administração de Imóveis Residenciais e Comerciaisde São Paulo (SECOVI-SP), Cláudio Bernardes. ?Hoje,nós temos que tomar uma postura cidadã. A crise políticaestá dificultando a questão econômica e precisamosconstruir um diálogo nacional para que se elimine essasquestões partidárias e que pense no Brasil. Não dámais para ninguém pensar em si próprio e não pensar noPaís?, completa Bernardes.
Por intermédio do Manifesto, as entidades empresariaisengrossam o côro formado pela sociedade organizadaem defesa de ações que revertam os problemas no cenárioeconômico. A indústria da construção estima a perdade 480 mil trabalhadores neste ano, o que levará aum acumulado de 750 mil trabalhadores nos últimos doisanos. O presidente do Sinduscon-RS, Ricardo AntunesSessegolo, defende um posicionamento firme em prol dademocracia, da manutenção do emprego e dos investimentos.?Nesse momento de crise existencial precisamosmostrar responsabilidade. Eu acho que é uma manifestaçãoque mostra o comprometimento do empresáriodo setor da construção civil no Brasil?, avalia Sessegolo.







