Ética e Compliance

17 de junho de 2016 - Notícias do Setor

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O presidente da Câmara Brasileira de Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, reuniu no dia 15 de junho, em Brasília, empresários da construção civil e do mercado imobiliário, representantes do Judiciário e especialistas para discutir medidas que previnam a prática de corrupção. Durante o Seminário Ética & Compliance para uma gestão eficaz, correalizado pelo SESI Nacional, a entidade lançou o Guia de Ética e Compliance para Instituições e Empresas da Construção Civil, documento orientativo com premissas para fortalecer os mecanismos de controle interno e modernizar a gestão de entidades e empresas; e apresentou 12 pontos cuja correção o setor considera essencial para evitar o registro de desvios e fomentar maior avanço no combate corrupção.

“Há dois anos a CBIC começou um trabalho de conscientização e agora avançamos na capacitação, colocando à disposição do setor e da sociedade ferramentas modernas para fortalecer o controle interno”, enfatizou José Carlos Martins, presidente da CBIC.

O Procurador do Ministério Público Federal junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), Julio Marcelo de Oliveira defendeu maior diálogo entre o setor público e empresarial para a busca de avanços nesse campo. “Não vamos construir um país sem a força motriz do setor privado”, disse Oliveira, que também defendeu medidas para o Brasil superar um quadro de corrupção sistêmica. “É preciso criar uma cultura de respeito às regras e de tolerância zero com práticas antiéticas”, acrescentou.

MUDANÇA CULTURAL – A preocupação com o que foi apontado como uma cultura da corrupção foi uma constante durante o debate. Especialista em licitações públicas, o advogado Fernando Vernalha defendeu a revisão de práticas e prerrogativas da administração pública que abrem espaço para desvios. “É necessário fazer uma revisão do marco legislativo para reduzir as janelas para a corrupção. São prerrogativas exorbitantes da administração pública que abrem espaço para esse tipo de prática ilegal”, enfatizou.

COMBATE À CORRUPÇÃO – Ao tratar de licitação e contratos públicos, José Carlos Martins defendeu a correção de 12 pontos considerados importantes para prevenir desvios e fortalecer o combate à corrupção: a importância da qualidade de projetos; o não agrupamento de obras; definições prévias de licença ambiental; garantias contratuais; utilização de um orçamento responsável; equilíbrio na gestão contratual; disponibilidade de recursos; cumprimento dos contratos; transparência na cronologia dos pagamentos e alertou para os riscos das exigências excessivas. “A busca da isonomia é vital no processo licitatório”, destacou o dirigente.

O presidente da CBIC ainda propôs a criação de um canal de comunicação, aberto e transparente, para que as empresas possam denunciar aos órgãos de controle irregularidades, como desvios, exigências desmedidas, licitações dirigidas e, assim, colaborar com a legalidade nos processos licitatórios.

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